Núcleo de Estudos e Pesquisa Histórica – NEPHIS

O dito e o escrito na história de Piranguinho, MG

Posted on: dezembro 20, 2007

AS ORIGENS DE PIRANGUINHO: VISITANDO O PASSADO

Tânia C. de Oliveira Martins

Introdução

Até o presente momento a história da cidade de Piranguinho foi levantada oralmente, havendo, portanto a necessidade de se fazer uma pesquisa mais abrangente e documentada, que possa mostrar como foi a administração durante sua formação. Piranguinho é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Seu nome significa “Peixe Pequeno” em tupi, mas nos últimos anos, estudiosos da língua indígena afirmam que a origem do nome é “Pequeno Rio Vermelho”. Sua população estimada é de 8.067 habitantes. É considerada a Capital Nacional do Pé-de-moleque. Cidade rica em recursos naturais , produtos agrícolas e atrações festivas como rodeio, festa do pé-de-moleque e o carnaval.

O Pé-de-moleque é um doce típico da região, feito com a rapadura, que é derivada da cana-de-açúcar e o amendoim. Este doce ficou conhecido por ser comercializado na estação de trem. Era vendido aos passageiros que por ali passavam e que levavam o produto, divulgando assim o nome do lugar de sua procedência, tornando Piranguinho conhecido pelo famoso Pé-de-moleque. Até os dias de hoje é produzido por diversos fabricantes e comercializado as margens da rodovia, nas barracas, que são feitas de zinco e pintadas cada uma de uma cor, dando seu nome como Barraca Vermelha, Amarela, Azul, Branca, Verde, Marron e Prata. Apenas uma é feita de alvenaria e tem o nome de Rancho do Pé-de-moleque . Piranguinho celebra todos os anos a Festa do Pé-de-moleque com a união de todos os fabricantes. E desde 2006 fazem um enorme Pé-de-moleque, que é distribuido a comunidade e aos visitantes que saboream o doce e assistem a apresentações de danças e músicas típicas da região.

A formação do município se dá pela movimentação de suas riquezas. Primeiro pela madeira de boa qualidade e a água abundância, que atende ao engenho de serra na fabricação de dormentes para estrada de ferro, e segundo a sua terra fértil, que faz da região grande produtora agrícola. Ambos explicam o desenvolvimento da cidade por ter uma economia significativa para a região desde sua formação, conforme mostram as listas de contribuintes nos jornais do início do século XX.

Escolher este tema foi uma forma de contribuir com o meu município, pois tenho minhas raízes em Piranguinho. Pretendo, com a minha pesquisa, ser útil, colaborando com a administração atual que, por falta de documentos, vem tentando levantar informações sobre a história local, e fazer registros no Centro de Memória Maria Ucha, que foi criado pelo Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural, com a intenção de valorizar a memória e a identidade da cidade.

A história oficial está nos livros e nos documentos, nos filmes e nos discursos de dirigentes. Mas ao lado do que a escrita e a imagem registram, existe uma outra visão dos acontecimentos que pode ser recuperada através da memória. (MONTENEGRO 1992 pág158)

Valorizar a memória é dar voz a pessoas, fatos e acontecimentos que não foram registrados. É reconhecer sujeitos anônimos que fizeram parte da história. É conhecer o outro lado que, por motivos desconhecidos foram ocultados. Através da memória recuperamos dados importantes da história, que nos dão pistas valiosas para a análise de certos fatos.

Felizmente, o município vem dando ênfase a Preservação do Patrimônio Histórico, e com auxilio da Secretaria de Educação, trabalha junto as escolas e a comunidade a importância de sua história. Assim, a própria comunidade dispõe-se a ajudar, com informações e materiais que falam da História de Piranguinho. Assim constroem uma sociedade que conhece suas raízes, sua cultura e tradições, reforçando sua identidade, fazendo de si cidadãos que participam e se interessam por tudo que acontece em seu município.

Este interesse foi despertado pelo trabalho que tenho desenvolvido no estágio do bacharelado em História, na disciplina de Gestão e Política de Patrimônio Histórico, no qual tenho contato direto com documentos históricos. Tais registros, que geralmente citam os lugares como vila, paróquia, freguesia e distritos até a formação das cidades, despertaram-me para saber como foram as passagens, transformações e evolução do município, analisando a quem interessava essas mudanças políticas e administrativas, pois nem sempre eram garantia de melhora de vida de uma maioria, e sim de um pequeno grupo. Geralmente, em nome do “progresso”, são promovidas alterações no cotidiano de uma sociedade, que passam despercebidas pela maioria.

Já existe uma história de Piranguinho, que é estudada nas escolas municipais. Seu autor é o Senhor Joaquim Mota Almeida. Ao indicar suas fontes, percebemos que a maior parte é oriunda de conversa com os mais velhos. Daí nasceu a minha questão: seria possível reconstruir a história da origem unindo a essa história oral a pesquisa documental? Esta é a proposta deste Trabalho de Conclusão de Curso.

1. História local e memória

A história tradicional sempre foi criticada por ser uma história factual e política, onde se destacavam os grandes vultos ou benfeitores de uma localidade. Depois de ter caído em descrédito, sob as críticas da Escola dos Annales, do estruturalismo e do marxismo, ela retorna renovada e se revela mais necessária do que nunca. A política, segundo René Remond, é uma das mais altas expressões da identidade coletiva:

Um povo se exprime tanto pela sua maneira de conceber, de praticar, de viver a política quanto por sua literatura, seu cinema e sua cozinha. Sua relação com a política revela-o, da mesma forma como seus outros comportamentos políticos. (REMOND 2003.p.469)

A abordagem que pretendo fazer da história de Piranguinho está relacionada a uma pesquisa em curso naquela localidade, que objetiva oferecer aos educadores e a população em geral, uma visão mais ampla da origem do município. O aniversário de uma cidade, muitas vezes, só diz a respeito ao tempo de sua emancipação e não de sua formação inicial. É necessário o conhecimento da história política de qualquer município. Não a partir da sua data de reconhecimento como município, mas a partir de como ele começou, destacando seus estágios de evolução político-administrativa.

A política é um dos motores que move a sociedade, por isso a necessidade de conhecer seus mecanismos e relacionar com outras dimensões da sociedade. Trata-se de uma história local e, por isso, é importante precaver-se contra certos panegíricos ou simplificações encontradas em pequenas obras do gênero. A história local deve ser analisada em particular, pois mesmo parecendo igual em todos os lugares, ela apresenta fatos únicos e representativos, que podem ser bem explorados pelo historiador. Segundo Raphael Samuel,

“A história local requer um tipo de conhecimento diferente daquele focalizado no alto nível de desenvolvimento nacional e dá ao pesquisador uma idéia muito mais imediata do passado. Ele a encontra dobrando a esquina e descendo a rua. Ele pode ouvir os seus ecos no mercado, ler o seu grafite nas paredes, seguir suas pegadas nos campos. As categorias abstratas de classe social, ao invés de serem pressupostas, tem de ser traduzidas em diferenças ocupacionais e trajetórias de vidas individuais; o impacto da mudança tem de ser medido por suas conseqüências para certos domicílios. Os materiais básicos do processo histórico devem ser construídos de quaisquer matérias que estejam à disposição no local ou a estrutura não se manterá.(SAMUEL.1989 p.220).

A história local oferece diversas pistas a serem pesquisadas. A verdade é que na cidade tudo fala, as praças falam, as ruas falam, as igrejas falam, as casas falam, a geografia fala, os restos falam e muito mais; tudo são vestígios para um historiador. As fontes são infinitamente variadas, depende de o historiador saber lançar suas redes.

È comum a história local ser escrita por moradores, às vezes aposentados como advogados, padres, professores, juízes, políticos e outros. Cada um, utilizando de seus conhecimentos acumulados durante uma vida, privilegiam seus campos de atuação ou a história de suas famílias. E mesmo sendo escrita por diversas pessoas com suas experiências e reflexões diferentes, as histórias locais apresentam-se sempre iguais, os mesmos problemas políticos, religiosos, econômicos, etc. Talvez essa coincidência seja por trabalharem sempre os mesmos tipos de documentos, utilizando sempre o mesmo método; apenas mudam os sujeitos, fazendo uma história apenas factual sem dar valor as suas peculiaridades para fazer uma história diferente.

A localidade é vista como um fenômeno único, com sua própria periodização e leis de crescimento: um organismo vivo com seu próprio ciclo de vida, que pode ser estudado continuamente por longos períodos de tempo… (SAMUEL.1989. p.227)

Para fugir desse modelo, cabe ao historiador identificar tipos de comunidade, conhecer seus conflitos, aproximar-se da mentalidade e da consciência da época, das maneiras como as pessoas pensavam, sentiam e se agrupavam. Em muitos casos, ele poderá fazer uso de fontes orais, pois a importância da memória para a história local é crucial, sendo praticamente impossível separá-las, pois as memórias são testemunhos vivos da história e dão conta às vezes do que os documentos não explicam. Além disso, trazem a tona acontecimentos, fatos e personagens ocultos na história que nenhuma documentação apresenta.

A evidência oral torna possível não apenas o preenchimento de vazios, mas também a redefinição do que se trata na História local. Ao invés de permitir que os documentos estruturem o trabalho – ou que filtrem categorias de lei, contabilidade ou governo local _, o historiador pode fazer com que a pedra de toque se torne a experiência real da vida das pessoas, tanto no meio doméstico como no trabalho. Ele pode lidar com os problemas comuns não relatados do dia-a-dia,…Ele pode tomar o pulso da vida cotidiana assim como registrar os tremores mais raros dos grandes eventos… (SAMUEL.1989.pág.232).

Através das evidências orais, é possível conhecer novos personagens da história, como parteiras, carroceiros, benzedeiras, cartomantes, lojistas, etc. pessoas que faziam a rede de relações sociais, e que são sujeitos da história local. Uma maioria que é colocada de lado para aparecer somente às pessoas ilustres.

Este trabalho toma como ponto de pesquisa a obra do historiador local Joaquim Mota de Almeida. À primeira vista, os seus escritos assemelham-se a uma história local tradicional, com datas, nomes de fundadores, citações de primeiros estabelecimentos, explicação do nome da localidade, etc. Um olhar mais apurado percebe que as verdadeiras fontes do historiador foram as lembranças dos antigos moradores, por ele colhidas em conversas ou entrevistas programadas a partir dos anos 1950, num trabalho precursor de história oral. Por isso se pode encontrar em seus textos referências a ex-escravos, cultos populares, parteiras, curandeiros, prostitutas, pescadores, mendigos, e não apenas os costumeiros vultos políticos. Há muito que analisar nessa história de Piranguinho. A proposta da pesquisa, porém, foi cotejar os aspectos políticos das origens com a matéria escrita encontrada nos velhos semanários de Brazópolis. Foi esse o recorte possível.

2. As origens: o dito e o escrito

Piranguinho teve sua formação inicial, como muitas das cidades do Sul de Minas, com a construção da estrada de ferro. E, segundo o Historiador Joaquim Mota Almeida, em seu artigo para o Jornal Correio Piranguinhense, foi feita uma reunião com os fazendeiros influentes da época, por volta de 1882, e que estabeleceram que a ferrovia passasse por ali para escoar as produções agrícolas de suas fazendas. Fizeram parte desta reunião os senhores Evaristo Pereira Mota, Luiz Carlos Rego, Antonio José Carneiro, José Caetano Ferreira, Pedro Ferreira Costa, Gregório Pereira Mota, entre outros. Sendo assim, esta seria a primeira formação de uma espécie de conselho que representasse o lugar junto aos órgãos competentes em São Caetano da Vargem Grande, pois segundo o próprio historiador o primeiro conselho deliberativo foi criado no início da década de 1900.

O conselho deliberativo, uma espécie de governo local com poder de reivindicar ao poder municipal o necessário para o bem estar da população, foi formado no início da década de 1900, por iniciativa de Gregório Pereira Mota. Seus primeiros membros eram fazendeiros moradores da região que tinham Piranguinho como seu centro de comércio. Os primeiros Conselheiros foram: Gregório Pereira Mota, Manoel Machado Júnior, Antonio José Carneiro, Nestor Pereira Machado e Joaquim Pereira Mota Sobrinho.

Esta seria uma falha comum, pois a fonte foi oral, e não há nenhum registro que comprove que realmente existiu. O primeiro conselho que comprovei através do jornal foi em 1911, uma diretoria para administrar o distrito de “Santa Isabel do Piranguinho”. Neste trecho citado fica clara a relação de poder e de interesses pessoais no então chamado progresso ou desenvolvimento. Estes decidiam o futuro do povoado. E sem ter a pretensão, através deste trabalho esclareço a maioria dos nomes que até agora eram conhecidos apenas como nome de rua da cidade, reconhecendo seu papel na formação da cidade.

Entrevistas e reminiscências podem também capacitar o historiador e dar identidade e caráter às pessoas que, normalmente, permaneceriam como meros nomes numa lista de rua ou registro paroquial, e restaurar algo da importância original daqueles que não deixaram nenhum relato escrito de suas vidas. (SAMUEL, 1989-1990 pág.233)

Segundo o historiador e memorialista Joaquim Almeida, em entrevista feita em 1964, com o Sr. José Aniceto, um antigo morador de Brazópolis, sobrinho do Cel. Francisco Braz, o engenho de serra que foi montado em Piranguinho para atender a construção da estrada de ferro no ano 1882. O engenho (as máquinas tinham serras circulares, cujo motor era movido à água) foi montado na margem do Ribeirão dos Porcos, em terras que pertenceriam a Leocádia de Lourenço, conhecida como “Baronesa” Leocádia. Posteriormente as vendeu ao Cel. Francisco Braz, pai do Presidente Wenceslau Braz, que comprou as terras com a concessão da produção de dormentes utilizados na construção da estrada de ferro. O Senhor Joaquim também viu fotos da represa do engenho de serra, dos barracões de alojamento dos trabalhadores, das madeiras sendo serradas, das pilhas de dormentes e da grande mata que circundava a represa.

Engenho de serra teria sido uma das primeiras expressões usadas para denominar o lugar, a região em crescimento, que hoje é Piranguinho.

Apesar das divergências documentais a respeito da data em que são iniciadas as obras, sabe-se que a ferrovia começou a ser construída nos primeiros anos da década de 1880. A necessidade de trabalhadores para a empreitada naturalmente atraiu um número significativo de pessoas. Dessa forma, inúmeros barracos de madeira e casas de pau -a -pique foram surgindo em torno do engenho para abrigar os trabalhadores do “Engenho de Serra” e também os da estrada de ferro, dando origem, assim, a uma pequena povoação. (disponível em http://prefeiturapiranguinho.com.br/ acesso em 19.10.2007)

O Cel. Francisco Braz, de posse das terras, fez doações no Alto do Espigão ou Alto da Glória, hoje a praça da cidade que tem o seu nome, para que as pessoas construíssem casas de morada. Permitiu também, a construção de uma capela de pau-a-pique, que foi levantada pelos negros em louvor a São Benedito, capela esta que foi substituída por uma igreja, posteriormente demolida e substituída pela atual igreja, que tem como padroeira a Santa Izabel, no lugar de São Benedito.

…como o arraial não possuía infra-estrutura para abrigar a quantidade de pessoas que se mudavam para trabalhar na ferrovia, não havia abrigos suficientes, de forma que negros e brancos foram forçados a se abrigarem sob o mesmo teto. Esse aglomerado de pessoas diferenciadas gerou desavenças. A fim de contê-las, o Coronel Francisco Braz Pereira Gomes trouxe uma de suas criadas, Maximiana da Costa Manso, ex-escrava alfabetizada, comunicativa e conhecedora do linguajar dos ex-escravos. Ela fora escrava doméstica na fazenda do Capitão Manoel Pereira Gomes, onde nasceu no ano de 1827. Foi também uma das babás de Francisco Braz Pereira Gomes e, posteriormente, do seu filho, Wenceslau Braz Pereira Gomes. Com sua liderança, impôs respeito a negros e brancos. Em 1901, fez construir no alto do espigão um barraco de pau-a-pique para ser a primeira igreja de Piranguinho, dedicada a São Benedito. O escultor Candinho Siqueira da Cruz esculpiu, em madeira, a primeira imagem para a igreja e a primeira missa foi celebrada pelo Padre João Baptista Alvarenga, pároco da Igreja de São Caetano da Vargem Grande. Maximiana formou também as congregações religiosas de São Benedito e Nossa Senhora Aparecida, e liderou, em 1901, a realização da primeira festa da Libertação e Exaltação à Princesa Isabel, o “Congado”. Em 1906 fez construir, de tijolos e coberta com telhas, uma outra igreja para substituir a que era de pau-a-pique. (ALMEIDA.Joaquim Mota.Os primeiros passos.In.História de Piranguinho).

Segundo esta história, o fato foi o motivo da evasão dos moradores negros, que se sentiram ofendidos com a troca dos padroeiros. Hoje no local onde foi construída a Primeira Capela de São Benedito, está um monumento “O ABRAÇO”, como forma de homenagem e agradecimento aos construtores da primeira igreja, simbolizando o respeito entre as raças.

De “Engenho de Serra”, o povoado passou a “Estação do Piranguinho”. Isso também deixa dúvidas, pois em varias citações nos jornais da época, tanto O IMPARCIAL como o VARGEM GRANDENSE trazem o nome “Estação do Piranguinha”, citam a Capela como “Capela do Piranguinha”, que também era uma referência do povoado. E segundo o cartório há registros da localidade como Piranguinha. Há uma discussão em aberto quanto à origem e o significado do nome “PIRANGUINHO”:

“Contou que no sábado de carnaval de 1889 havia bastante gente se divertindo na represa do engenho quando lá chegaram quatro homens da ferrovia e anunciaram que estava para ser construída uma nova estação no Engenho de Serra. Pediram que todos dessem sugestões para o nome dessa nova estação. Disse-me que nesse dia riu bastante ao ouvir quantas besteiras, quantos nomes bestas foram sugeridos, nomes de bichos e nomes que não representavam nada, e que era preferível continuar o nome Engenho de Serra. No dia seguinte, era o domingo de carnaval e a gentarada divertia-se na represa quando os mesmos homens da ferrovia apareceram e deram tiros pra cima para chamar a atenção de todos. Falaram através de campânula: “é coisa séria dar o nome para a nova estação porque depois não poderá ser mudado. Voltamos a pedir para vocês sugerirem esse nome naquela guarita azul ali ao lado.” Aí sim, o pessoal conversou, trocou idéia e surgiu o nome “Piranguinho”, que em tupi significa peixe pequeno: era o que tinha muito lá, e todo mundo aplaudiu”. (Almeida.Joaquim Mota.Minhas Memórias)

Segundo Joaquim Mota Almeida, na entrevista com Senhor José Aniceto, o nome foi escolhido dessa maneira nessa época, e teria esse significado. Mas o nome que aparece primeiro nos jornais é “Estação do Piranguinha” citado no Jornal O VARGEM GRANDENSE, de 14 de fevereiro de 1892, que traz a notícia da construção provisória de um barracão que servirá de estação do trem. Este improviso era para atender o embarque de mercadorias, pela dificuldade de se chegar à estação de Itajubá, devido ao péssimo estado de conservação da estrada de rodagem, no trecho da Vargem do Piranguinha. Esse trecho fica na margem do Rio Sapucaí e estava sempre alagado, dificultando a movimentação de carros e tropas com mercadorias para serem embarcadas na estação de Itajubá.

Segundo o toponimista Benedito Prezia, pesquisador e colaborador do Conselho Indigenista Missionário – CIMI – e autor de vários livros sobre os povos indígenas, a explicação para o nome Piranguinho é esta, e não Peixe Pequeno, que é utilizado como símbolo na Bandeira do município:

“Na minha análise, acredito que Piranguinho seria o aportuguesamento da forma tupi “Piranguim”, que nada mais é do que rio vermelho, o pequeno (piranga = vermelho + y [rio] + im [mirim] = pequeno). Podemos também traduzir como “riozinho vermelho”, numa oposição a “rio vermelho, o grande”, que na sua forma tupi é Piranguçu (piranga + y + uçu [guaçu] = grande). Como existe na região este topônimo, é de se supor que de fato sejam referências a um rio pequeno e um rio grande, com águas vermelhas ou barrentas. Há vários topônimos no Brasil com a designação de Rio Vermelho, rio Pardo. Essa oposição pequeno/grande é igualmente comum no tupi. Temos vários exemplos: Iguaçu (rio grande) e Imirim (rio pequeno); Mogi-Guaçu (rio da cobra, o grande) e Mogi-mirim (rio da cobra, o pequeno); Embu-guaçu e Mboi-mirim, com o mesmo significado, mas numa outra deformação fonética; Paraguaçu (o rio caudaloso, o grande; numa evidente redundância)”. (PREZIA 2002)

Existe, porém, outra explicação. O historiador Armelim Guimarães, em sua História de Itajubá, esclarece que o topônimo Piranguçu está relacionado a Itapiranga, pedra vermelha, que resultou em Piranga-uçu (pedra vermelha grande). O mesmo autor, em texto encontrado no livro “Piranguçu, a cidade das garças”, 2003, escreve que a “pedra vermelha” era o marco das terras de Felizardo Ribeiro Cardoso, apontado como fundador de Piranguçu. Com 1.138 metros acima do nível do mar, ela seria a “piranga-uçu” dos bugres. Piranga seria o “nome do lugar em que havia uma pedra média, no qual a penha era menor ficou sendo, para os moradores do lugar, a Piranguinha, hoje Piranguinho, nome que, para não ser um topônimo de formação híbrida, com sufixo português ‘inho’, deveria mais apropriadamente chamar-se Pirangamirim.”

Na região há tanto o rio como pedras que serviam de referências ao lugar. E pode se pensar que o lugar é muito mais antigo do que estamos vendo. Piranguinho pode ter tido índios como seus primeiros habitantes, e eles teriam nomeado o lugar, e as transformações de seu nome vieram com o tempo.
Até então Piranguinho era um simples povoado que pertencia a São Caetano da Vargem Grande, posteriormente Vila Braz, hoje a cidade de Brazópolis.

3. De “Estação do Piranguinha” a Distrito de “Santa Izabel do Piranguinho”

No ano 1911, o povoado foi elevado a distrito e foi lançada a pedra fundamental da nova capela de Santa Isabel, passando o povoado a se chamar Santa Isabel do Piranguinho. A primeira reunião aconteceu em 11 de maio de 1911, por iniciativa do Senhor Manoel P. Machado Junior, e se realizou no edifício da Escola Pública, onde o Cel.Francisco Braz “é aclamado unanimemente pela numerosa assembléia, composta de negociantes, lavradores, fazendeiros e operários residentes na circunvisinhança” (Actualidades Santa Izabel, 1911), como Presidente da reunião. Ele propôs que se organizasse uma diretoria para reger todos os trabalhos e interesses do povoado e futuro distrito, indicando o Sr. Manoel P.Machado Junior para presidente; Manoel Teotônio Pereira dos Santos, vice-presidente; Octaviano Machado, tesoureiro; José Maurício de Lima e Nestor Pereira Machado, primeiro e segundo secretários; Sebastião Theotônio Pereira dos Santos e José Theotônio Pereira dos Santos, primeiro e segundo procuradores. Nesta mesma reunião foi doado, pelo Cel. Francisco Braz, meio alqueire de terra em redor da futura igreja e mais a quantia de duzentos contos de reis, que abriu um livro de doações para a construção. A reunião contou com a presença do presidente da Câmara e Agente executivo em exercício, Alferes Candido de Mendonça. Foi também aclamado pela assembléia, Santa Izabel como padroeira da igreja.

Em l8 de maio voltam a se reunir com o fim primordial de lançar um voto de louvor ao benemérito cidadão Cel. Francisco Braz Pereira Gomes, doador do terreno para o patrimônio e local da igreja Santa Izabel do Piranguinho.
Aprovado por todos, resolveu-se que se oferecesse ao benemérito da fuctura irmandade, que será organizada logo após a construção da referida capella, sob a denominação de irmandade de São Francisco; que a futura Praça em frente à igreja, se denominará Praça Francisco Braz em honra ao benemérito e caridoso cidadão. (Actualidades Santa Izabel.Jornal O vargem Grandense 1911)

Assim foi perpetuado o nome do “benemérito e caridoso cidadão”, que segundo a história levantada pelo senhor Joaquim Mota Almeida, a princípio autorizara Dona Maximiana, a líder dos negros no povoado, a construir a capela de pau-a-pique como explica o trecho abaixo, e depois se alia a uma minoria que quer substituir o Padroeiro São Benedito por Santa Isabel. É de se questionar por que a cada momento faz concessão a um determinado grupo? Quando necessitava que a população local se tornasse pacífica para execução do trabalho, trouxe Dona Maximiana. E quanto tem interesse de desenvolvimento urbano para valorização do local, se alia aos senhores de posse para fundação de uma nova igreja no lugar da igreja que representava a religiosidade popular.

Segundo os relatos, Maximiana fora encarregada pelo Coronel Francisco Braz de pacificar as relações entre os trabalhadores que viviam em barracões e casas de pau-a-pique nas proximidades do engenho de serra. As obras da ferrovia atraia pessoas de todo tipo e as brigas tornaram-se freqüentes. Cuidando dos seus, Maximiana organizou irmandades religiosas e promoveu a construção de uma capela de pau-a-pique, substituída depois por uma igreja de tijolos no alto do espigão – chamado também Alto da Glória – onde hoje se encontra a Praça Cel. Braz. (RENÓ, 2007)

As pessoas que construíram a igreja assistiram ao seu real tombamento por conta de uma nova organização. As Irmandades de Nossa Senhora Aparecida e São Benedito tinham muito valor aos seus devotos, principalmente os negros, pois era ali o espaço de suas festas, crenças e religiosidades e foram aos poucos perdendo seu espaço. Porém, nessa época o negro não tinha voz e era, apesar de liberto, ainda submisso as vontades dos brancos, que o consideravam inferior e sem vontade própria.

Segundo o historiador local Joaquim Mota Almeida, o movimento para a construção da Igreja de Santa Isabel acontece em 1915, mas conforme os jornais a inauguração da nova igreja foi em 1912, porém a Imagem doada pelo Presidente Wenceslau Braz chega em 1920. É quando a igreja se divide entre os devotos de Santa Isabel e os devotos de São Benedito, o primeiro padroeiro.

No dia 04 de julho de 1920, houve a entronização da nova imagem, e Santa Isabel passou a ser a Padroeira de Piranguinho, conforme já tinha se anunciado nas reuniões de 1911. Segundo a história oral da cidade, após a cerimônia, os devotos de São Benedito, destronado, retiram da Igreja todos os pertences religiosos das Congregações de São Benedito e de Nossa Senhora Aparecida, inclusive a imagem de São Benedito e seu respectivo altar. Todo esse movimento foi liderado por Dona Maximiana da Costa Manso.

Mesmo colhido na oralidade, o conflito religioso dos primeiros tempos revela a importância da religião nas origens de nossa cidade.

A questão religiosa é, portanto, um dos elementos essenciais para a análise dos primeiros anos de vida do município. Duas vertentes oriundas da mesma matéria cultural, o catolicismo devocional, funcionaram como elementos de identidade, sociabilidade e conflito, permitindo que grupos se reconhecessem como iguais ou diferentes entre si. Para compreender melhor a questão, vale a pena olhar um pouco mais para trás. O catolicismo brasileiro do início do século XX vivia um duplo combate. Externamente, a Igreja Católica procurava reconquistar seu espaço na cena pública nacional após a separação entre a Religião e o Estado definida pela República. Internamente, travava-se a luta pelo disciplinamento de práticas religiosas populares, nem sempre ortodoxas, oriundas dos séculos anteriores. Estava em curso a romanização do catolicismo, um processo de enquadramento da religião tradicional popular dentro das normas eclesiásticas ainda tridentinas da Santa Sé. (RENÓ, 2007)

Correspondendo a este novo molde de Igreja Católica no Brasil, a capela que atendia a população negra de cunho popular, foi “engolida” pela religião clerical dos brancos. Segundo lembranças de uma antiga moradora de Piranguinho ainda viva, “tenho a imagem de uma igreja dentro da outra”, pois quando era menina viu nova torre sendo construída sobre a velha sacristia. Crescia assim o povoado, tipicamente mineiro: a Igreja como centro de tudo.

Segundo o historiador e memorialista Joaquim Almeida, o povoado foi elevado a Distrito em 1913, porém como vimos no capítulo anterior, a elevação a distrito acontece em 1911. Talvez a contradição das datas diga respeito à nomeação do primeiro cargo de oficial de justiça, pois o Conselho já havia sido formado em 1911.

Em 1913, Piranguinho foi elevado a Distrito e o Juiz de Direito da Comarca de São Caetano da Vargem Grande nomeou Januário José Pinto para o primeiro cargo de Oficial de Justiça de Piranguinho. O cargo de Oficial de Justiça passou a se chamar Subdelegado de Polícia, em 1918. Os Subdelegados de Polícia eram membros da própria comunidade e eram nomeados pelo Juiz de Direito da Comarca. Foram Subdelegados de Polícia, entre 1913 e 1992, Januário José Pinto, Augusto Tenório, Antonio Luiz Alves Noronha, Manoel Theotônio Pereira dos Santos, Alferes Cândido Rennó, Leonino Gomes Corrêa, Sebastião Pereira Machado, João Carvalho de Castro, José Dias Ferreira, José Caetano Ferreira (Zé Honorato), Benedito Dias Ferreira (Carneirinho), José Antunes Pereira, Benedito Dias Ferreira (Lica), Benedito Alcântara (Pelonha), João Ribeiro Lisboa, Plínio Oliveira Cardoso, Carlos Raimundo da Costa (Carnera) e, por último, Vicente Paula de Souza (Vicente Barbeiro). De todos esses cidadãos que exerceram o cargo, Sebastião Pereira Machado foi o único nomeado pelo Presidente da República, Getúlio Dornelles Vargas, em dezembro de 1930 e exerceu o cargo até 1945. (ALMEIDA, 2006. pág.10)

Dentre os primeiros trabalhos coordenados pela comissão em 1911, dois deles foram: a construção da nova igreja matriz, que foi considerado, segundo ata divulgada no jornal, como prioridade, e a obtenção de terreno para construção do cemitério.

No Distrito, os moradores sonham com a elevação a Freguesia, conforme anuncia o jornal Brazópolis do dia 24 de junho de 1928.

A nossa localidade, graças a especialidade do seu clima assaz benigno e à índole ordeira e progressista dos seus habitantes, vae progredindo, não diremos com passos agigantados, mas na medida das suas forças, dentro dos bons elementos de uma lavoura rica de cultura mixta e do seu promissor crescimento commercial.Para completar nossa expansão progressista, muito seria para desejar, que fosse creada a freguesia de Santa Isabel, com ampliação do districto e alguns terrenos de Itajubá, pois com essa medida, alias sem ferir interesses de outrem, daria renda, mais que suficiente para a manutenção de um sacerdote, como Vigário da nova parochia, evitando, por essa forma, que os actuaes moradores, procurem fora, aos domingos, os recursos espirituaes que lhes faltam aqui.

A importância de se elevar a paróquia a freguesia, nesse caso, seria apenas ter um sacerdote a disposição da população e não ser atendido pelo pároco de Brazópolis, que era dividido entre a cidade e os bairros de Brazópolis, deixando a desejar o distrito de Santa Isabel do Piranguinho, comparecendo apenas em ocasiões especiais. Esta elevação também traria ao distrito um maior movimento no Cartório de Registro Civil, com as realizações de mais casamentos na paróquia.

Outra questão nesse mesmo artigo é quanto aos grandes proprietários de terras da região, acusados de estarem atravancando o desenvolvimento da região, não dispondo de suas terras ou exigindo valores altíssimos por elas, mantendo assim o poder em suas mãos, não dividindo ou dando chances a outros participarem da construção do futuro município.

E mesmo com esses entraves, o distrito sempre se destacou economicamente, é o que pude observar tanto nos movimentos da estação, quanto no pagamento de impostos que estão impressos nos jornais. A região de Piranguinho sempre representou uma parte significativa dos impostos recebidos por Brazópolis. Assim apresentam motivos para sua emancipação desde sua elevação a distrito. Porém sua emancipação só acontece em 01 de março de 1963, no governo de Magalhães Pinto, em meio a 236 distritos que são emancipados e se tornam novos municípios mineiros, podendo gozar de uma administração independente e planejar seu futuro.

4. Os fatos

Constatei que Piranguinho teve seu início antes da construção do Engenho de Serra, pois ali já era uma região com várias fazendas. A importância da construção do engenho no ano de 1882 foi atrair uma nova população para o local, sendo a maioria negra, que vinha atender a mão de obra necessária ao funcionamento do engenho e a construção da estrada de ferro. Este novo contingente trouxe consigo sua religião e sua cultura e dão início ao povoado. A Capela por eles construída em 1901 era o ponto de encontro para rituais e festas de comemorações, como a congada.

Um marco na história de Piranguinho foi à construção, no ano de 1892, de um barracão provisório, para que servisse de estação do trem e atendesse ao embarque de mercadorias, que estavam impossibilitadas de chegar até a estação de Itajubá, devido às más condições em que se encontravam as estradas na época de chuvas. Esta estação faz da região um ponto importante, que atende aos produtores agrícolas no escoamento de suas produções. A estação foi o primeiro ponto divulgador da região com o nome de Estação do Piranguinha. Esta dá a Piranguinho um impulso econômico significativo.

Identifiquei a religião como um fator importante na formação local, pois a mesma elite que propõe a fundação do distrito em 1911, e também a construção de uma igreja nos moldes da igreja romana, dá fim ao catolicismo popular, trocando os padroeiros, São Benedito pela Santa Izabel e causando um conflito entre os seus devotos.

O primeiro registro de um conselho local aparece em 1911, conforme divulgação das atas nos jornais o Vargem Grandense e O Imparcial, trazendo os nomes dos que fizeram parte da comissão para representar os interesses do futuro município.

Em 1911, ocorreu o lançamento da pedra fundamental da igreja ou capela de Santa Izabel do Piranguinho, e teve sua inauguração em 1912, com entronização de Santa Isabel somente no ano de 1920, quando houve a divisão dos devotos de São Benedito e Santa Isabel, segundo a tradição oral.

A partir daí o sonho foi tornar o distrito em uma cidade, conforme apresenta os jornais desde 1926, por apresentar uma estrutura de cidade, tendo máquinas de beneficiar arroz e café, um florescente comercio como padaria, hotel, farmácia, olarias, gabinete dentário, agência de correio e telegrafo e telefone. Além de já possuir escolas mistas, luz elétrica e água encanada (inaugurados em 1910), a Igreja e o cemitério da Paróquia. Havia no local uma infra-estrutura toda preparada para se tornar município independente da Vila Braz.

Apesar de estarem prontos a se tornarem cidade, este sonho só foi realizado em 01 de Março de 1963, quando vários municípios mineiros foram emancipados.
Considerações finais

Verifiquei a importância da História Oral e da Política de preservação de documentos para a história da cidade, pois ambos são necessários para a preservação da identidade. Conhecer sua história é um direito do cidadão. Piranguinho é carente de documentos, a maioria de seu acervo documental foi destruído por governantes, que não deram valor a um amontoado de papéis e livros velhos. Para se fazer uma pesquisa, tem que se recorrer a acervos de cidades vizinhas.

Foi a historia oral que me deu pistas para a pesquisa, a partir dela que levantei minhas hipóteses e pude trazer a tona questões a serem comprovadas com a história documental. Meu trabalho só foi possível por já existir uma coletânea de dados, isso graças ao nosso memorialista e historiador Joaquim Mota Almeida, que foi um pesquisador autodidata, que apresenta lampejos de um historiador nato. Seu trabalho é de grande valia para o município; através dele podemos identificar outros heróis de nossa cidade, como Dona Maximiana Costa Manso, a líder negra, mostrando a presença e a força da mulher, que teve grande importância na formação da cidade. Muitos outros personagens destacam-se em sua história, como o Sr. Candinho Siqueira da Cruz, escultor da primeira imagem de São Benedito, mostrando novos rostos, além dos que ficaram perpetuados em nossa história.

Os jornais que pesquisei trazem ainda muita informação sobre a economia do município, a educação e o total processo de emancipação, que seriam novos temas a serem pesquisados.

Foi muito prazerosa a realização deste trabalho, me emocionei lendo o trabalho do Sr. Joaquim, pois falavam do meu antepassado, nomes que já conhecia, mas não conhecia suas histórias.

Pesquisando em Brazópolis, interessei-me pelos jornais e até me prontifiquei em fazer uma higienização numa coleção da década 1880 e 1890 para melhor conservá-los, pois estavam todos amassados em uma pasta plástica. Trouxe para o laboratório da faculdade e trabalho exercendo o meu estágio de bacharelado.
O resultado foi gratificante, fiquei satisfeita com o trabalho realizado. E deixo em aberto minhas afirmações para quaisquer novidades que apareçam, pois a história de Piranguinho ainda tem muito que desvendar, pois o trabalho de pesquisa ainda é recente no município.

Referências bibliográficas

BOSI. Ecléa. Memória e Sociedade. Lembranças de Velhos.13ª ed, São Paulo: Companhia das Letras.1994.

CARDOSO,Ciro Flamarion. Domínios da História. Ensaios de Teoria e Metodologia.RJ.Ed.Campus.1997.

MONTENEGRO. Antonio Torres. História Oral e Memória, a cultura popular revisada. São Paulo: Editora Contexto. 1992.

RÉMOND, René. Por Uma História Política. 2 ed.Rio de Janeiro: FGV. 2003.

SAMUEL, Rafael. História Local e História Oral. In.Revista Brasileira de História.Órgão da Associação Nacional dos professores de Universitários de História. SP, ANPUP/Marco Zero, vol. 9, n˚ 19, setembro de 1989/ Fevereiro de 1990.

http://prefeiturapiranguinho.com.br/acesso em 19.10.2007

http://www.nephis.org.br/ acesso em 19.10.2007

Jornais

• Correio Piranguinhense, 15 de novembro de 2003.
• O Vargem-grandense, 1890 – 1910
• O Imparcial, 1910 – 1911
• Villa Braz; 1911 – 1918
• Brazópolis; 1924 – 1965

Obra de Joaquim Mota de Almeida

• Apontamentos sobre a História de Piranguinho.
• História de Piranguinho.
• Minhas Memórias.

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